terça-feira, 23 de junho de 2009

0 Crítica: Vicky Cristina Barcelona

Vicky Cristina Barcelona
(Vicky Cristina Barcelona, 2008)
Direção:
Woddy Allen
Roteiro:
Woody Allen
Elenco: Javier Bardem, Scarlett Johansson, Penélope Cruz, Rebecca Hall


Todo ano, grande é a espera pelo chamado Woody Allen’s Spring Project, o projeto de primavera do cineasta. Em 2008, o velho diretor filmou, novamente, fora de sua tão amada Nova York. Dessa vez, Barcelona foi a escolhida para ser o palco do seu novo filme: Vicky Cristina Barcelona.

Como já é comum vindo de Allen, o tema central do filme são os relacionamentos amorosos. Na trama, “Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson, de Scoop) são duas amigas que vão passar uma temporada em Barcelona. Vicky é prática, quer um casamento seguro e uma vida tradicional ao lado de um marido com estabilidade financeira. Cristina é uma mulher que não sabe o que quer, mas sabe muito bem o que não quer: levar uma vida pequena burguesa e careta. Ambas se envolvem com Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez), um pintor local que ainda tenta se desvencilhar completamente da ex-mulher, Maria Elena (Penélope Cruz)”

Desde já, vale dizer que a cidade de Barcelona não é apenas o cenário do filme, ela se comporta como uma coadjuvante. Allen a mostra de uma forma linda e colorida. Sua arte, sua arquitetura, sua música, tudo está lá, levando o espectador a um verdadeiro passeio pela capital catalã. Sem dúvida, o investimento feito pela cidade valeu a pena.

É impressionante como Allen não cansa de falar sobre os relacionamentos amorosos em seus filmes, e o faz sempre de forma interessante. Em Vicky Cristina Barcelona, vários são os relacionamentos mostrados por Allen, com destaque para o das personagens principais com o pintor vivido por Javier Barden. Estão presentes, também, elementos como a insatisfação com o casamento e o adultério. Todos abordados de forma divertida e envolvente, nos fazendo rir, sem parecer engraçado.

O filme é acompanhado por uma narração em terceira pessoa, que apesar de ser boa, por acelerar o ritmo do filme, dando uma maior dinâmica à história, peca por nos afastar da evolução dos personagens. E falando nos personagens... Eles são perfeitos. Carismáticos, divertidos, bem construídos, bem interpretados.

Todos os atores estão bem, mas é Penélope Cruz - ganhadora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por esse papel - que brilha. Desde a sua aparição, um pouco depois da metade do filme, o filme ganha um ar mais excêntrico, mais pervertido, mais neurótico, mais... Woody Allen.

Vicky Cristina Barcelona vem para confirmar a boa fase de Woody Allen, que após alguns filmes ruins, se redescobriu, e nos presenteia não com um filme comum, mas com um trabalho que só mesmo Woody Allen seria capaz de fazer.

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