sexta-feira, 26 de junho de 2009

0 Três Boas Comédias Românticas

Por Mateus Souza

Sub-gênero banalizado ainda possui bons exemplares

Gênero, ou melhor, sub-gênero mais desgastado e banalizado que a comédia romântica não há.

Para alguns, esse termo é sinônimo de filme ruim, "enlatado". Não discordo. Sem dúvidas, muitas das comédias românticas lançadas (e não são poucas, pois esse tipo de filme vende muito) são ruins, previsíveis, sem graça, chatas, seguem o mesmo modelo, servem apenas como alimento para aqueles casais mais piegas ou aqueles que perseguem uma diversão descompromissada, leve.

Eu, particularmente, não acredito que "diversão descompromissada" seja desculpa para filme ruim. E é por isso que pretendo mostrar alguns exemplos de comédias românticas de qualidade, leves, divertidas, apaixonadas, mas, na medida que o gênero permite, inteligentes, apreciáveis.

A primeira é um clássico do cinema, de 1977, Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, no original, Annie Hall. Considerada a obra-prima do gênio Woody Allen, o filme levou 4 Oscars, incluindo os de melhor filme e atriz. A película mostra a história de um humorista judeu, vivido pelo próprio Allen, e seu relacionamento com a cantora Annie Hall, vivida por Diane Keaton, musa de Allen na época. O filme é divertido do começo ao fim. É bem leve, rápido (93 minutos apenas), e é uma aula de cinema. O roteiro de Allen é brilhante, com diálogos rápidos, divertidos, é um verdadeiro ensaio sobre os relacionamentos amorosos.

Viajando para os filmes mais recentes, tem um, de origem inglesa, chamado Wimbledon - O Jogo do Amor, de 2004, esse é mais parecido com o que conhecemos hoje por comédia romântica Uma história bem previsível de dois tenistas que se conhecem em pleno torneio de Wimbledon e que estão em momentos diferentes da vida e da carreira. Estrelado pelo talentoso Paul Betany, de O Código da Vince, e Kirsten Dunst, a Mary Jane Watson de Homem-Aranha, o filme é repleto de boas atuações, principalmente a do casal protagonista, personagens secundários divertidíssimos e uma bela fotografia, isso sem falar da forma com que o diretor Richard Loncraine dirige os jogos de tênis, que é um espetáculo.

Partindo para solo francês - sim, eles tinham que tá aqui -, tem Amar... Não Tem Preço, filme estrelado pela eterna Amélie Poulain, Audrey Tautou, que, ao lado do não muito conhecido por aqui Gad Elmaleh, faz desse filme um dos meus preferidos quando se trata de comédia romântica. O filme conta a inusitada história de Irene (Tautou), uma golpista interessada apenas em parceiros ricos, que se envolve com o garçon Jean (Elmaleh), achando que este é um milionário. Dotado do charme francês, o filme é brilhante, bem leve e com um humor bem sutil. É um grande representante das comédias românticas de qualidade.

Esses são apenas alguns dos filmes que, para mim, são verdadeiras comédias românticas, são capazes de ser um leve compromisso, mas não perdem o conteúdo, não perdem o status de arte. São raros, é verdade, mas estão aí, basta apenas serem descobertos no meio de tanto lixo cinematográfico.

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