quinta-feira, 2 de julho de 2009

2 Crítica: Transformers: A Vingança dos Derrotados

Transformers: A Vingança dos Derrotados
(Transformers: Revenge of the Fallen, 2009)








Michael Bay não é muito conhecido pela qualidade dos seus filmes. O americano, normalmente, prefere as explosões do que os diálogos e as histórias mais desenvolvidas. Em seu novo filme, Transformers: A Vingança dos Derrotados, continuação do de 2007, Bay, exagera nessa fórmula, explodindo tudo - tudo mesmo, até a cabeça de quem assiste.

No filme, “Sam (Shia LaBeouf) e Mikaela (Megan Fox) voltam a ficar na mira dos Decepticons, que desta vez precisam do rapaz vivo, já que ele detém conhecimentos valiosos sobre as origens dos Transformers e como aconteceu a história dos robôs neste planeta. Em paralelo, os militares americanos e uma força internacional unem-se aos bons Autobots para enfrentar os vilões”.

Parece que Bay achou que multiplicando todos os elementos do primeiro filme, multiplicaria o sucesso do segundo – o que, infelizmente, parece estar dando certo, pois o filme já é o mais visto do ano. Se a luta entre os 14 robôs do primeiro filme deu certo, por que não colocar 46 nesse? Se Megan Fox em poses sensuais levou os espectadores à loucura, por que não colocá-la três vezes mais, agora? E assim o filme segue, completamente exagerado. Tudo que há nele está em maior número que o necessário.

A direção de Bay é frenética e excessiva. A câmera não pára. Até mesmo no momento no qual o casal principal troca juras de amor, ela está lá, girando. Nem nas cenas de ação, sua “especialidade”, Bay acerta. As lutas entre os robôs são confusas, os closes e cortes rápidos não nos deixam pensar, não sabemos quem está explodindo quem. O filme inteiro parece uma grande cena de ação, não há a construção de um clímax, tudo é clímax. As explosões e tiroteios seguem sem nos deixar respirar, nos situar na história.

O casal Shia LaBeouf e Megan Fox, que passa o filme inteiro vomitando frases piegas, está deveras irritante. Os pais do personagem de LaBeouf conseguem transmitir um sentimento de vergonha alheia tão forte, que deixa os filmes de Bem Stiller no chinelo. Nem John Turturro, o desempregado Agente Simons, e suas piadas forçadas conseguem somar algo de positivo ao filme.

Apenas Ramon Rodrigues – uma espécie de Marco Luque mexicano –, que pode não ser tão conhecido ainda, mas logo será, pois, além de Transformers: A Vingança dos Derrotados, participa também de O Sequestro do Metrô – que aqui estréia em setembro – onde atua ao lado de Denzel Washington e John Travolta, merece certo destaque. A química entre ele e LeBeouf é clara, sendo as cenas nas quais protagonizam as mais divertidas.

Enfim, Transformers: A Vingança dos Derrotados é um prato cheio para quem gosta de muita ação e pouco, ou nenhum, conteúdo. Para os outros, o filme só causará um enorme dor de cabeça. Nas palavras do editor do Omelete.com, Érico Borgo, ao terminar de assistir a fita, parece que fomos estuprados por um robô.

2 comentários:

The Lost Boy disse...

Para as pessoas que tiveram uma infancia na frente da TV o filme valeu apena apenas pelo efeito nostalgico que causou em quem assistiu. Mas concordo com boa pare dos argumentos, se não todos, principalmente o fato de ser uma continuação baseada no marketing de brinquedos, principalmente porque a quantidade de robôs sem nenhuma importancia é enorme.
Mas transformers é uma franquia que da lucro, afinal une perfeitamente robos e carros, que são a paixão infantil da maioria dos garotos.

Mateus Selle Denardin disse...

Eu adoro o primeiro da série, e realmente foi uma enorme decepção esse segundo. Não é um ARMAGEDDON de ruim, mas é um fiasco em tudo. Se até o próprio diretor e Shia LaBeouf admitiram a mediocridade da obra, pouco resta para ser dito.

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