segunda-feira, 6 de julho de 2009

0 Crítica: A Era do Gelo 3

A Era do Gelo 3
(Ice Age: Dawn of the Dinosaurs, 2009)







Por Eduardo Porto


A Era do Gelo é uma das melhores franquias de animação que existem. Sério. A história e o mote que usam nos longas é soberba, ora: um mamute, uma preguiça, um tigre-dentes-de-sabre, uma outra mamute, seus irmãozinhos gambás em aventuras por uma Terra congelada. Quer melhor motivo para rir? Os primeiros filmes foram marcados por ótimos roteiros, feitos apenas para divertir.Tivemos dois grandes filmes, mas a Fox, (ah Fox...) fez com que caísse na mesmice e na Síndrome do Roteiro de Sequência Fraco. Um verdadeiro mal de muitos filmes que começam fazendo grande sucesso e, suas produtoras ao perceber o lucro enorme que eles produzem, lançam mão de roteiros inteligentes e vão simplesmente atrás de bilheteria.

Nesse novo longa, Syd, Mannie, Ellie, Diego, Crash e Eddie entram em uma aventura com... Dinossauros! Tinha que ter dinossauros! Ué? Mas eles não estavam extintos na era glacial? Sim, mas Syd cai em um buraco e acha três ovos de dinossauro e, com uma certa inveja de Mannie e Ellie que vão ter um filhote e ainda com a notícia da saída de Diego do bando, resolve adotar os ovos como filhos, que chocam em pequenos tiranossauros e causam muitos problemas com os outros filhotes. Então, a mamãe dinossauro vai atrás dos ovos e acaba levando Syd, que é levado a um mundo subterrêaneo secreto onde os dinossauros ainda vivem em um enorme ambiente de floresta tropical, seus amigos vão atrás dele e dentro desse mundo conhecem Buck, uma doninha psicótica e maluca que aprendeu a conviver com os dinossauros e tem como grande rival o enorme dinossauro Roddie. Ah, entre uma cena e outra, não poderia esquecer, o pequeno esquilo, tradicional da série, ainda está atrás de sua noz, mas dessa vez com uma rival onde ele pode encontrar seu grande amor.

O filme diverte, é bem feito, mas o que parece é que ele é muito picotado, as vezes o espectador não tem uma noção continuidade do filme, claro que o público alvo (infantil e infanto-juvenil) provavelmente não perceberá isso e irá se preocupar apenas em rir das palhaçadas dos personagens e do esquilo, mas mesmo assim, a pouca sensação de continuidade pode atrapalhar o espectador menos atento, ou que vai ao banheiro ou pegar um refrigerante fora da sala. Como disse Isabela Boscov, crítica da Veja, o filme parece ser feito de pequenos curtas que tem uma certa ligação e curtas do esquilo (que as vezes enche o saco, apesar de ser engraçado) em paralelo.

Costumo dizer que os filmes de animação são divididos em dois tipos: os normais e os que surpreendem. Normais? Infelizmente, tanto quanto existem atores medícores em Hollywood, existem também animações medíocres, feitas apenas para gannhar dinheiro. A franquia Era do Gelo já surpreendeu, hoje é normal.

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