quinta-feira, 23 de julho de 2009

1 Crítica: X-Men Origens: Wolverine

X-Men Origens: Wolverine
(X-Men Origins: Wolverine, 2009)










Depois da trilogia X-Men, que teve começo e meio muito bem realizados por Bryan Singer (Superman – O Retorno), mas viu sua parte final – dirigida por Brett Ratner, da franquia A Hora do Rush – destruir aquilo construído pelos primeiros, X-Men, a famosa série dos Quadrinhos, retorna às telas com X-Men Origens: Wolverine, que, ao lado do Homem-Aranha, é um dos personagens de HQs mais populares.

O filme, como é de se imaginar ao ler o título, busca explicar como o mutante canadense surgiu. Tudo começa no Canadá, na infância de Logan (Hugh Jackman – que já imortalizou tal personagem no cinema), quando ele descobre que não é um garoto comum, junto de seu irmão Victor Creed / Dentes-de-sabre (!!!), e terminam no Exército norte-americano, onde lutam várias guerras, até seram incorporados a um secreto grupo de mutantes. Nesse grupo, surgem os primeiros confrontos de personalidade entre os dois, criando aquilo que seria a grande rivalidade do mundo Marvel. No decorrer da trama, vários mutantes entram no caminho de Wolverine, como os populares Gambit e Deadpool.

A maior qualidade do filme – e única – é o aspecto técnico das cenas de ação. Com exceção do primeiro combate entre Logan e Dentes-de-sabre, que é bastante escuro e com cortes de câmeras tão rápidos que deixam até os mais atentos confusos com o decorrer da luta, todas as outras cenas são muito bem dirigidas – quem dirige a produção é Gavin Hood, de Infância Roubada, filme vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, em 2006 – e os efeitos especiais convencem, apesar de serem exageradamente utilizados.

O roteiro é assinado – ou melhor, assassinado – por David Benioff (O Caçador de Pipas) e Skip Woods (Hitman - Assassino 47), que exageram nos buracos em relação à trilogia de X-men – que apesar de ser um projeto diferente, compartilha dos mesmos personagens, devendo, então, ser levada em conta – e nos desnecessários combates físicos.

Qualquer encontro entre mutantes é motivo de pancadaria, chega a ser ridículo, como na primeira participação de Gambit e na invasão à instalação africana onde diamantes são negociados. Os diálogos são cruelmente deixados de lado, as abordagens de temas tão intrísecos a X-Men e ao cenário mutante, como o preconceito e a auto-aceitação são relegados, e cedem espaço às explosões e ao quebra-pau. Mutantes bem conhecidos dos Quadrinhos são vomitados na tela a todo momento, alguns totalmente supérfulos, mostrando claramente que seu objetivo alí é apenas levar um maior número de fãs às salas.

Entretanto, grande parte das defeitos do filme estão claramente relacionados à grande interferência da 20th Century Fox. No começo do ano, circulou a informação que o estudio da raposa exigiu refilmagens, pois não gostou do longa feito pela equipe. As mudanças realizadas buscavam um maior apelo comercial.

No elenco, vale destacar o trabalho de Hugh Jackman e Liev Schreiber (Victor Creed / Dentes-de-sabre), a relação de amor e ódio deles dois é a mais profunda do filme – não que isso signifique muita coisa, pois o roteiro faz questão de não valorizar nenhum dos relacionamentos humanos, ou mutantes, da história, até mesmo a história de amor vivida por Wolverine passa em branco.

X-Men Origins: Wolverine mostra-se um filme divertido, mas sem profundidade alguma, que pretere os diálogos e temas tão fortes no mundo de X-Men. Dessa forma, desperdiça a origem de um grande personagem dos gibis com excessivas cenas de ação e exageros no número de personagens, fato que acaba dando ao filme um ar bastante superficial.

1 comentários:

Thales disse...

Olha, para todo fã , ou pelo menos interessado em quadrinhos, uma unica palavra poderia resumir esse filme: "Abominação"

Tudo bem que em varios universos da Marvel a relação entre Dentes de Sabre e Wolverine são diferenciadas e que a franquia dos filmes conta mais como outro universo alternativo, o que considero como uma justificativa plausivel, mas existem tantas explicações idiotas e conecções absurdas que prefiro ver o filme como um incentivo a crianças de 8 a 12 anos de comprar Gibis.

SPOILERS de traços non-sense

1-Logan tem sentidos aguçados, então como não saber da morte de sua amada apenas por sangue falso? Sem falar que ela estava provavelmente estripada, então wolverine nem se deu ao trabalho de olhar os ferimentos? simplesmente enterrou em um lugar qualquer, sem procurar familia nem nada. Sem falar que ele sentiria o cheiro dela antes mesmo dela estar muito proximo, o que invalida o argumento de "ela é manipuladora de emoções".
2- Como assim "balas de adamantium podem perfurar" até onde sei metais de mesma dureza ao se chocar o dano é equivalente , so variando pela quantidade de força aplicada. Isso tambem vale para o deadpool, cujo teve o mesmo processo do wolverine, ser decapitado tão facilmente.

3- Outro grande problema foi a variação da qualidade dos efeitos especiais que oscilavam constantemente, diferente dos filmes principais da serie, que sempre mantiveram um padrão fixo de qualidade, isso é visto na CGI do professor Chavier e nos refugiados, que maioria simplesmente some e misteriosamente aparecem com roupas novas e em perfeito estado.

4- DeadPool = Baraka With Lasers.

Postar um comentário

O Cinema para Desocupados agradece pelos comentários!

Sempre que necessário os responderemos.