quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

7 Crítica: Avatar

Avatar
(Avatar, 2009)






Por Mateus Souza

O canadense James Cameron já entrou para a história do cinema. Quando lançou “O Exterminador do Futuro” e sua seqüência “O Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento Final”, chocou com suas ótimas cenas de ação e efeitos surpreendentes para a época. A seguir, com “Titanic”, um projeto que parecia fadado ao fracasso – o filme custou mais de 200 milhões para ficar pronto, estourando o orçamento inicial –, conseguiu nada mais nada menos que 600 milhões de dólares em bilheteria nos Estados Unidos e 1,85 bilhões no resto do mundo, ganhando, ainda, 11 Oscars no ano de 1998, se igualando a “Ben-Hur”.

Agora, 12 anos após Titanic, Cameron chega com Avatar, prometendo revolucionar a indústria do cinema com a sua nova tecnologia de câmeras – desenvolvida pelo próprio Cameron, em quase dez anos de pesquisa – e com o uso do 3-D estereoscópico.

A trama de Avatar se passa no futuro, no qual Jake Sully (Sam Worthington), um ex-militar paraplégico, é levado a outro planeta, Pandora, habitado pelo povo Na´vi, raça humanóide com língua e cultura próprias. É nesse lugar que ele lutará pela própria sobrevivência e pela vida dessas estranhas criaturas.

O visual do mundo novo criado por Cameron é algo impressionante. As plantas, os animais, os Na´vis – as criaturas azuis que habitam o planeta –, tudo, tudo aquilo que vemos parece muito, muito real. O trabalho que Cameron e Peter Jackson (de King Kong e da Trilogia do Anel) – os dois trabalharam juntos na produção de efeitos especiais do filme – é estonteante. Podemos perceber (em uma sala de cinema adequada, é claro) os poros da pele dos Na´vis, reflexos nos vidros dos aviões e tantos outros detalhes que nos fazem esquecer que tudo aquilo que estamos vendo não existe de verdade.

A história do filme é fraca. Cameron nunca foi muito bom de diálogos. Ele prefere jogar seguro, usando a velha história do “homem civilizado” que entra em contato com os “salvagens”, se apaixona por uma nativa e, numa futura guerra entre os povos, prefere ficar do lado dos novos amigos – sim, você já viu isso em “Pocahontas” e em “O Último Samurai”.

Isso, porém, é menor perto da experiência sensorial que o filme proporciona, nos jogando para dentro daquela terra selvagem, usando o 3-D de forma inteligente, como importante elemento narrativo. As cenas de ação são de tirar o fôlego e, mesmo em meio a todo aquele caos – a última batalha deve ter quase vinte minutos de duração –, nos situamos muito bem, sabendo onde cada personagem está naquele momento e o que está fazendo.

O trabalho dos atores também é muito bom, apesar de trabalharem com personagens estereotipados e algumas vezes caricatos – o Coronel Miles Quaritch (Stephen Lang), por exemplo. Nomes como Sigourney Weaver, Michelle Rodriguez, Giovanni Ribisi, além do protagonista Sam Worthington também compõem o elenco.

Com Avatar, James Cameron finca de vez seu nome na história do cinema, talvez não pela sua filmografia mas pela nova tecnologia que desenvolveu. Avatar pode ser fraco quando se fala em estrutura de roteiro e de personagens, mas não a ponto de prejudicar o espetáculo que o filme é.

7 comentários:

Cintia Carvalho disse...

Oi meu jovem!

Obrigada pelas palavras e carinho. Torço por vc em 2010. Faça isso, sim. Um amigo que ja é antigo na blogsfera, me ensinou assim que comecei a escrever que uma das coisas legais para fazermos é visitar os blogs amigos, lermos seus textos, comentarmos se acharmos necessários e divulgarmos para outros amigos.

Assim tenho feito. Procuro ler cada texto com atenção e carinho e fico chateada, quando não consigo dar a atenção que gostaria.

Seu blog é bom, vc tem muito talento então invista nisso. Estou torcendo por vc.

Seu texto sobre Avatar ta muito legal e fala bem do filme. Ainda não vi e não posso expressar minha opinião, mas por tudo que ja li, me parece que em matéria de efeitos superou tudo que ja foi feito até hj.

Um beijinho carinhoso e um maravilhosooooooooooo 2010!!!!!!!

Estaremos juntos no ano novo.

O Cara da Locadora disse...

O filme é muito bom, com certeza o principal é a parte técnica e a história por menor que seja num é totalmente descartável... Cameron fez história, sem dúvida...

Cristiano Contreiras disse...

Eu achei este filme belissimo, nao só pelas efeitos magníficos especias. Tudo se encaixa e é um trabalho bem dinamico, convicente.

abraço e parabéns pelo blog, sigo já!

Caio Coletti disse...

Cara, muito bom seu blog.

Você escreve sobre cinema com propriedade, assisti "Avatar" recentemente, e realmente o filme tem aquele tipo de trama "oscarizável" e nada mais. O que impressiona é a imensa criatividade de Cameron ao criar um mundo que não tem absolutamente nada a ver com o nosso, com uma nova cultura, traços diferentes de comportamento e princípios diversos.

É todo um novo mundo, uma nova percepção da vida, que o filme nos apresenta com excelência cinematográfica impressionante. Se Cameron não levar o Oscar de Melhor Diretor vai ser uma injustiça e tanto.

Abraço, cara!

P.S.: Eu também prefiro Meryl rs.

Hugo disse...

Ainda não assisti ao filme, mas talvez pelo tempo que Cameron está longe das direção (10 anos) não estou tão animado assim com esta volta. Acredito que seja um filme que vai agradar o pessoal mais chegado nas novas tecnologias usadas no cinema.

Estou linkando seu endereço no meu blog.

Abraço e um feliz ano para você.

Roberto F. A. Simões disse...

Cameron tenta deslumbrar tecnologicamente e consegue. Mas para mim não chega para fazer um grande grande filme.

Cumps.
Roberto Simões
CINEROAD - A Estrada do Cinema

Carol Morais disse...

Gostei muito de Avatar, pois assisti no cinema 3D. Meu comentário sobre o filme? Em uma frase:
Ganha pela grandeza da obra, peca pela falta de profundidade dela.
Beijos

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