sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

4 Crítica: Vivendo e Aprendendo

Vivendo e Aprendendo
(Smart People, 2008)

Direção: Noam Murro
Roteiro: Mark Poirier
Elenco: Dennis Quaid, Thomas Haden Church,
Ellen Page



Por Mateus Souza


Lançado em 2008, Vivendo e Aprendendo (Smart People) é um daqueles típicos filmes do cenário independente norte-americano, trazendo os principais elementos que esses trabalhos trazem: personagens deprimidos, conflitos familiares, mistura de drama com comédia e tudo mais aquilo que estamos acostumados e ver no Festival de Sundance.

Mas isso não é necessariamente um ponto negativo. Apesar da forma repetitiva que essa fórmula vem sendo usada ultimamente, ela resulta, quase sempre, em filmes bem melhores que os outros lançados no circuito não-independente.

O filme, dirigido pelo israelense Noam Murro, conta a história de Lawrence Wetherhold (Dennis Quaid), um amargurado professor de literatura que ainda sofre com a morte de sua esposa, e a sua família, composta por seus dois filhos: a arrogante e bem parecida com o pai Vanessa (Ellen Page) e o bem diferente dos dois James (Ashton Holmes). Tem, também, o irmão adotivo de Lawrence, Chuck (Thomas Haden Church), que ainda não tomou um rumo certo na vida e constantemente pede dinheiro emprestado para o seu irmão, e Janet (Sarah Jessica Parker), uma ex-aluna que surge como um potencial par romântico do personagem de Quaid.

As “pessoas inteligentes” do título original são Lawrence e Vanessa. Ele que, amargurado pela morte da esposa, preferiu se esconder em uma crosta de arrogância e mau-humor e ela, que vê no pai um modelo, e se comporta da mesma maneira, não tendo amigos ou namorados. Os dois, acham-se mais inteligentes que as outras pessoas. E é com a entrada de Janet e de Chuck na vida desses dois, que eles vão sair desse estágio, cada um da sua forma.

Porém, o roteiro escrito por Mark Poirier atropela essas relações, não desenvolvendo bem os personagens e as suas relações. Parece que nos é apresentado apenas tópicos, partes do relacionamento deles, o que, por mais de uma vez, torna incompreensível suas atitudes.

O elenco, no geral, está muito bem, minimizando as falhas no roteiro. Page (de Juno) e Church (de Homem-Aranha 3) são os destaques. E até mesmo o canastrão Dennis Quaid se sai bem – deslizando aqui e ali, é verdade, mas sem grandes prejuízos.

Com uma trilha sonora fraquíssima – raridade nesse tipo de filme –, Vivendo e Aprendendo soa como uma boa idéia não muito bem executada, que pega elementos já consagrados no cinema independente e não os sabe aproveitar de forma competente.

4 comentários:

Hugo disse...

Gosto deste tipo de filme pequeno, que utiliza personagens comuns para mostrar pequenos dramas.
Muitas vezes resultam em filmes interessantes.

Abraço

Cintia Carvalho disse...

OI Mateus!

Boa dica. De todas as categorias de filmes que existem três que são as que eu mais gosto: drama, suspense e sensuais.
Todo drama nos faz refletir sobre a vida, sobre questões que vivenciamos em nosso cotidiano. Pela forma como vc descreveu este aqui me parece mais um que fala sobre as dificuldades de perdemos quem amamos, de nos relacionarmos com nossos filhos e de encararmos o novo na vida.
Embora vc o considere fraco e concordo quando vc fala que Denis Quaid é um canastrão (e bota canastrão nisso) no final vale a pena dar uma conferida. Já o vi na locadora aqui perto da minha casa e assim que puder vou pegar.

Um beijo.

Cristiano Contreiras disse...

Eu adoro o Dennis Quaid, desde os filmes dele dos anos 80. Não conheço este filme, assim que conferir, falo minhas impressões. abs

Cintia Carvalho disse...

Oi Mateus!

Acredita que nesta semana consegui ver o filme. E o melhor nem precisei gastar com a locação, pois ele passou na HBO.
Um bom filme. Não chega a ser um grande drama. No entanto, vale a pena ser visto. Distrai. Agora, Mateus, Dennis Quaid ta velhinho né. Não gostei da cara dele no filme. Ta nem acabado e não adianta como ator ele é péssimo. Sempre com a mesma expressão. Não muda.

Um beijinho.

Uma boa dica que consegui ver.

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