sábado, 27 de fevereiro de 2010

12 Apostas para o Oscar 2010


Algumas apostas para a mais importante premiação do cinema norte-americano


No próximo dia 07 de março, no Kodak Theatre , acontecerá a tão aguardada cerimônia de premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas: o Oscar. E como não poderia deixar de ser, os palpites de quem serão os grandes vencedores surgem de todos os lugares. Nós, do Cinema para Desocupados, também temos os nossos, e nesse texto apresentarei as minhas apostas para algumas das principais categorias, apostas essas que levam em consideração a maioria dos prêmios que antecedem o Oscar e que apresentam alguma influência sobre o mesmo - os chamados "termômetros".

• Melhor Filme: Guerra ao Terror

Categoria essa que, no ano de 2010, conta com 10 indicados, formato seguido pela Academia na década de 40. Aqui, acredito que o grande vencedor seja Guerra ao Terror. Apesar de Avatar (veja a crítica aqui) ter levado o Globo de Ouro - que tem influência, mas não possui votantes em comum com o Oscar -, Guerra ao Terror é o meu palpite pois, além de ser o melhor para a Associação de Críticos e o grande vencedor do BAFTA, foi o vencedor do Producers Guild of America, prêmio do sindicado de produtores de Hollywood, no qual muito dos 4.200 membros também votam na premiação do Oscar.

• Melhor Diretor: Kathryn Bigelow (por Guerra ao Terror)

Aqui, novamente, a grande favorita é Bigelow, que deve deixar seu ex-marido James Cameron e o bilionário Avatar para trás. A moça levou o prêmio do Sindicato de Diretores (DGA Awards 2010), prêmio que apenas 6 vezes na história não coincidiu com o vencedor do Oscar. Bigelow também recebeu o BAFTA de melhor diretor. Isso sem falar que, ganhando, Kathryn Bigelow seria a primeira mulher a vencer um Oscar nessa categoria, fato muitíssimo relevante. Minha torcida é para ela.

• Melhor Ator: Jeff Bridges (por Coração Louco)

Vencedor do Globo de Ouro e do prêmio do Sindicato de Atores (que, na edição passada, premiou Sean Penn, ganhador do Oscar daquele mesmo ano), Bridges deve receber o seu primeiro Oscar esse ano.

• Melhor Ator Coadjuvante: Christiph Waltz (por Bastardos Inglórios)

Assim como no ano passado (no qual Heath Ledger levou o prêmio), essa categoria é a mais fácil de "adivinhar" o vencedor - por isso espero não errar! Waltz foi o vencedor de todas as principais premiações "termômetros" do Oscar. O austríaco de 53 anos levou o Globo de Ouro, o BAFTA, o Critics Choice e o Screen Actors Guild . É, qualquer outro nome é zebra.

• Melhor Atriz: Sandra Bullock (por Um Sonho Impossível)

Por mais que muitos não concordem, Sandra Bullock é a minha favorita para a premiação de melhor atriz. A atriz levou o prêmio do Sindicato e o Globo de Ouro, o que é muito significativo. Sua maior concorrente talvez seja Carey Mulligan (por Educação) e não a onipresente Meryl Streep - que, mesmo sendo sempre indicada, venceu o Oscar pela última vez em 1983.

• Melhor Atriz Coadjuvante: Mo'Nique (por Preciosa)

A comediante americana levou o Globo de Ouro e o prêmio do Sindicato, tendo, pois, tudo para levar o Oscar pelo seu papel em Preciosa. Talvez uma categoria tão previsível quanto a de ator coadjuvante.

• Melhor Roteiro Original: Quentin Tarantino (por Bastardos Inglórios)

Provavelmente, esse será o prêmio de consolação para Tarantino, que não aparenta ter chances (apesar da minha torcida) nas categorias de melhor diretor e melhor filme.

• Melhor Roteiro Adaptado: Jason Reitman (por Amor sem Escalas):

Deve ir para os vencedores do Globo de Ouro, Jason Reitman e Sheldon Turner. O filme, que conta com seis indicações - filme, diretor, ator, roteiro adaptado e atriz coadjuvante (duas) - deve sair apenas com essa estatueta.

• Melhor Filme Estrangeiro: A Fita Branca (Alemanha)

O premiado filme do polêmico Michael Haneke (Violência Gratuita) é grande favorito nessa categoria. Muitos acharam uma injustiça ele não está presente na lista dos 10 melhores. Mas vale lembrar que, ano passado, houve zebra nessa categoria, com a vitória do japonês A Partida e não do israelense Valsa com Bashir.

• Melhor Animação: UP - Altas Aventuras

Uma aposta praticamente certa. A animação da quase sempre vencedora Pixar também está indicada à melhor filme, fato que acontece pela segunda vez na história - a primeira animação indicada à categoria fora A Bela e a Fera, em 1992.

Enfim, essas são as minhas apostas para a 82ª premiação da Academia. Quais são as suas?

sábado, 20 de fevereiro de 2010

3 Crítica: Paris, Te Amo

Paris, Te Amo
(Paris, je t'aime, 2006)







Por Mateus Souza


18 curtas mostram de forma um tanto quanto irregular a visão de diferentes cineastas a respeito da capital francesa.

Lançado em 2006, Paris, Te Amo (Paris, je t'aime) é uma grande homenagem à capital francesa. Composto por dezoito curtas-metragens, dirigidos por diferentes cineastas de diversas nacionalidades (dentre eles, nomes como o dos irmãos Joel e Ethan Coen, Gus Van Sant e o brasileiro Walter Salles), o filme apresenta a visão de cada um desses diretores acerca da Cidade Luz.

Cada um dos dezoito curtas se passa em um diferente “arrondisement”, nome dado a cada uma das divisões distritais da cidade, fazendo com que percorramos toda Paris, ao término do filme.

Alguns curtas se destacam dentre tantos, como o dos Irmãos Coen – que mostra, com bastante humor, um turista norte-americano que está lendo um guia de viagens na estação de metrô – e o da espanhola Isabel Coixet, que apresenta a história de um homem que, prestes a terminar o relacionamento com sua mulher para viver com a amante, descobre que aquela está muito doente.

Mas nem todos os curtas são interessantes. Algumas passagens, como o surreal Porte de Choisy, dirigido pelo australiano Christopher Doyle, que mostra um vendedor de produtos de beleza visitando um salão de beleza asiático e o chato Longe do 13° Distrito, dos brasileiros Walter Salles e Daniela Thomas, deixam bastante a desejar, quebrando um pouco do ritmo do filme.

O maior problema de Paris, Te Amo, porém, está no seu tempo de duração: aproximadamente, 120 minutos. Como o filme é composto por vários curtas sem nenhuma ligação (a não ser o fato de se passarem em Paris), não existe uma trama que prenda a atenção do expectador. Sendo assim, chega determinado momento que, somando essa extensa duração com a irregularidade dos curtas apresentados, o longa torna-se chato, cansativo.

Apesar disso, a qualidade de certos curtas – como o do diretor Alfonso Cuarón, que mostra o diálogo de uma jovem com um homem mais velho, vivido por Nick Nolte e o estrelado pela sempre encantadora Natalie Portman, sob a direção de Tom Tykwer (Corra, Lola, Corra) – dá fôlego ao filme, não deixando ele se tornar uma chatice total.

Uma grande homenagem à Cidade Luz, Paris, Te Amo, não soa nostálgico nem clichê. Irregular quanto à qualidade dos curtas, seria melhor sem alguns minutos de duração, mas, ainda assim, é bastante interessante e, por muitas vezes, apaixonante.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

4 Crítica: Simplesmente Feliz

Simplesmente Feliz
(Happy-Go-Lucky, 2008)






Por Mateus Souza


Uma premissa interessante e uma ótima protagonista não conseguem salvar esse trabalho de Mike Leigh

Certa vez, li que se você perguntar para alguém se um filme é bom e essa pessoa responder: “Ele tem uma ótima fotografia!”, as chances de esse filme ser ruim são grandes. Se você me perguntar: “Simplesmente Feliz é um bom filme?”, eu responderei: “Ah, ele tem uma excelente fotografia!”.

Lançado em 2008, Simplesmente Feliz (Happy-Go-Lucky) é um trabalho dirigido e escrito por Mike Leigh, cineasta acostumado a fazer dramas pesados (como o Segredo de Vera Drake). Só pela primeira cena (na qual a protagonista passeia alegremente em sua bicicleta ao som de uma música tão alegre quanto), percebemos que Simplesmente Feliz não se enquadra nesse perfil.

O filme conta a história de Poppy, professora primária de Londres, que tem como princípio ver o lado bom de tudo. Os problemas da vida não tiram seu sorriso e bom humor. Quando tem sua bicicleta roubada, ao invés de ficar chateada, ela decide fazer aulas de direção. Poppy leva sua vida de maneira otimista, sempre sorrindo.

Quem interpreta Poppy é a talentosa Sally Hawkins (O Segredo de Vera Drake e Agora ou Nunca, ambos filmes de Leigh), que ganhou o Globo de Ouro por sua atuação nesse filme. Ela consegue passar toda a felicidade e otimismo com que vive a sua personagem sem transformá-la em uma bobona – fato que possivelmente aconteceria com uma intérprete de menos talento.

No entanto, chega um momento em que a felicidade excessiva da protagonista começa a se tornar irritante, e isso não é culpa de Hawkins, é culpa do roteiro escrito por Leigh. Interessante no começo, o roteiro se sai bem durante toda a fase de apresentação dos personagens, porém, após isso, a história não se desenvolve. Não existe, de fato, uma trama.

Vemos Poppy e sua extrema felicidade. Apenas isso. Algumas situações, como a relação com o mal-humorado professor de direção e a visita à casa da irmã, servem apenas para vermos como Poppy é realmente feliz. Essas situações não são bem desenvolvidas a ponto de se tornar algo mais. E, assim, a grande e exagerada felicidade de Poppy se torna chata e gratuita.

Como dito no início, a fotografia do filme é belíssima. Quem a faz é Dick Pope (de O Ilusionista e de outros trabalhos com Leigh, como O Segredo de Vera Drake e Agora ou Nunca), que deixa o filme belíssimo visualmente, caprichando no colorido.

A princípio, Simplesmente Feliz é uma comédia bem interessante, mas que não se desenvolve bem e acaba se tornando uma chatice. Uma pena, pois tinha conteúdo e uma ótima protagonista. Enfim, é um filme de uma excelente fotografia...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

9 Crítica: O Sexto Sentido

O Sexto Sentido
(Sixth Sense, The, 1999)









Obra-prima do suspense que veio para dar vida ao desacreditado gênero e apresentar Shyamalan ao mundo

Em 1999, quando o suspense já não era o mesmo, um jovem indiano com cidadania americana, fã de Spielberg e Hitchcock surpreendeu a todos com um filme sobre um garoto que via gente morta. O filme é O Sexto Sentido (The Sixth Sense), o tal indiano, M. Night. Shyamalan. O filme fez um sucesso estrondoso de público e crítica, arrecadou aproximadamente US$ 300 milhões nos Estados Unidos e mais de US$ 680 milhões ao redor do mundo, além de ser indicado a seis Academy Awards – incluindo melhor filme, roteiro e diretor.

O filme conta a história do Dr. Malcolm Crowe (Bruce Willis), um respeitado psicólogo, mas que tem na consciência o fato de ter falhado com um antigo paciente. Quando tem a oportunidade de ajudar o jovem Cole (Haley Joel Osment), o doutor descobre que o caso pode ser muito mais grave do que qualquer outro que já enfrentara. Afinal, o menino tem o trauma de ver os mortos.
A direção do indiano é perfeita. Ao lado de uma inspirada trilha sonora, mantém sempre o ar de tensão. Qualquer tomada e movimento de câmera tem algum significado, cria algum suspense, nada é por acaso, tudo tem alguma contribuição narrativa para a obra.

O roteiro, escrito pelo próprio Shyamalan – que após ter recebido um péssimo tratamento da Miramax enquanto rodava seu filme anterior, Olhos Abertos, resolvera escrever o melhor roteiro de todos os tempos para nunca mais passar pelo que passou – carrega um dos finais mais surpreendentes da história do cinema (e que todo mundo na face da terra já deve saber), uma marca que amaldiçoaria o diretor, posteriormente.

O elenco conta com Bruce Willis, em um dos seus melhores papéis e Tony Collette, uma talentosíssima atriz, muitas vezes mal aproveitada em seus filmes, não sendo esse o caso. Collette vive a mãe de Cole, uma mulher trabalhadora que sofre bastante com os problemas do filho, mesmo sem conhecê-los verdadeiramente. Ela foi indicada ao Oscar por esse papel.
No entanto, o grande destaque do elenco é o garoto Haley Joel Osment (com onze anos, na época), que carrega o filme, com uma interpretação indiscutivelmente madura. Assim como Collette, ele também foi indicado ao Oscar daquele ano.

Tecnicamente perfeito e com belíssimas atuações, O Sexto Sentido abriu as portas de Hollywood para Shyamalan, colocando-o no primeiro time de diretores e criando, sobre o indiano, uma grande expectativa por trabalhos tão bons e surpreendentes quanto esse. Uma pressão que, pouco a pouco, foi sabotando a carreira do diretor e iniciando uma guerra com a crítica especializada.

Ícone do suspense e dos “finais surpresa”, O Sexto Sentido não é o melhor trabalho de M. Night Shyamalan (ainda prefiro Corpo Fechado e a Vila - leia a crítica desse filme clicando aqui), mas, sem dúvida, é o trabalho mais importante desse talentoso cineasta.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

2 Lendas (histórias e curiosidades) do Cinema


Algumas das mais conhecidas lendas que acompanham a história do cinema.

Ao longo de sua história, o cinema vem acumulando lendas e mais lendas. Histórias de fantasmas, mortes misteriosas, intrigas entre atores, congelamento de pessoas e muitos outros casos que servem apenas para rechear e tornar mais fantástico ainda o mundo da sétima arte.

Um dos casos mais famosos é o do fantasma do filme Três Solteirões e um Bebê, de 1987. A lenda é que o fantasma de um garotinho aparece - nitidamente, por sinal - atrás de uma cortina, em determinada cena do filme. Chegaram a dizer que seria o filho suicida da antiga dona da casa onde foi gravada a cena. Os produtores do filme adoraram todo esse falatório e especulações sobre uma possível aparição sobrenatural, já que o filme ganharia, em breve, uma continuação. O fato é que não existiu fantasma nenhum. O filme fora rodado todo em estúdio, ou seja, não existia casa de garoto suicida nenhum, e o suposto fantasma era, na realidade, um display do ator Ted Danson.

E as aparições não param por aí, ainda têm as histórias dos fantasmas do ator Montgomery Clift (quatro vezes indicado ao Oscar), que assombra um quarto do hotel Hollywood Roosevelt, no Hollywood Boulervard, e a de Rodolfo Valentino, astro do cinema mudo, que, ainda hoje, vagaria por sua mansão.

Clássico infantil, O Mágico de Oz também goza de uma lenda particular. Em uma cena específica, enquanto Dorothy, o Homem de Lata e o Espantalho saltitam de braços dados pela estrada de tijolos amarelos, ocorre uma estranha situação entre as árvores. Segundo alguns, seria o intérprete de um dos Munchkin - aqueles anões nativos do mundo de Oz - cometendo o suicídio (!!!). Para outros, é apenas um avestruz que passava por ali - a cena foi rodada com pássaros de verdade. Eu fico com a teoria do avestruz, já que nenhum "Munchkin" havia chegado ao estúdio - suas cenas seriam gravadas dias depois.

E do gladiador morto nas filmagens de Ben-Hur, quem nunca ouviu falar? Comenta-se que um dos dublês da conhecida cena da corrida de bigas teria morrido nas filmagens do clássico épico. Mas não houve nada disso. Acidente, sim, houve, mas gerando apenas ferimentos leves aos acidentados, não sendo a cena nem mesmo cortada do filme.

Os filmes da Disney e o próprio Walt Disney são alvos de famosas lendas. Uma delas é que, quando morreu, em 1966, Walt Disney teria sido congelado, para uma futura reanimação. O corpo congelado do criador do Walt Disney Studios estaria sob a atração Piratas do Caribe, na Disneylândia. Mas, novamente, tudo não passa de balela. James Bedford foi a primeira pessoa oficialmente submetida a criogenia, e isso em 1967 - um ano após a morte de Disney. Este, que morreu de câncer de pulmão, foi cremado em 17 de dezembro de 1966.

Em relação as animações do estúdio do ratinho, muitos são os boatos de menções à sexualidade escondidos nos filmes. Um deles seria a palavra "SEX" nas nuvens de uma cena de O Rei Leão, o que, na verdade, é SFX, sigla para efeitos especiais. Em A Pequena Sereia, outro sucesso do estúdio, um padre parece estar excitado durante uma das cenas, isso sem falar de uma das colunas do palácio de Ariel que, na capa do VHS e DVD, se assemelha a um pênis. O primeiro caso, o do padre, é apenas uma ilusão de ótica. Trata-se do joelho dele. E em relação à coluna peniana... Apenas imaginação sua, diz o desenhista da capa – um católico fervoroso.

Algumas mortes de astros do cinema até hoje deixam dúvidas quanto a suas circunstâncias e motivos. Uma delas é a de Bruce Lee, que morreu misteriosamente, aos 32 anos de idade, no ano de 1973. Oficialmente, Lee morreu devido a um inchaço no cérebro, mas alguns acreditam que a morte fora resultado da máfia chinesa, vingando-se após verem seus segredos revelados em filmes do astro.

O filho de Bruce, Brandon Lee, teve morte tão ou mais polêmica que a do pai. O jovem e promissor ator faleceu nas filmagens de O Corvo, de 1994, atingido no estômago por um projétil real de uma arma cenográfica, que, claro, não deveria estar carregada. É óbvio que relacionaram a sua morte à do seu pai.

Outras duas mortes não poderiam deixar de ser citadas: a de Marilyn Monroe - vítima de uma overdose de pílulas -, que muitos dizem ter sido obra de agentes da Casa Branca, buscando proteger a reputação de um dos seus mais famosos amantes: John F. Kennedy. E a de Grace Kelly, eterna musa dos filmes do "velho Hitch" e princesa de Mônaco, morta em um acidente de carro, que, até hoje, deixa dúvidas em relação aos seus motivos.

Enfim, essas são algumas das lendas mais conhecidas. Acontecimentos, muitas vezes, fantasiosos (e alimentados por algum tipo de interesse comercial), mas que ganham vida e força no imaginário das pessoas.

obs: grande parte das histórias contadas nesse texto foram retiradas do livro Almanaque de Cinema do Omelete.