quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

9 Crítica: O Sexto Sentido

O Sexto Sentido
(Sixth Sense, The, 1999)









Obra-prima do suspense que veio para dar vida ao desacreditado gênero e apresentar Shyamalan ao mundo

Em 1999, quando o suspense já não era o mesmo, um jovem indiano com cidadania americana, fã de Spielberg e Hitchcock surpreendeu a todos com um filme sobre um garoto que via gente morta. O filme é O Sexto Sentido (The Sixth Sense), o tal indiano, M. Night. Shyamalan. O filme fez um sucesso estrondoso de público e crítica, arrecadou aproximadamente US$ 300 milhões nos Estados Unidos e mais de US$ 680 milhões ao redor do mundo, além de ser indicado a seis Academy Awards – incluindo melhor filme, roteiro e diretor.

O filme conta a história do Dr. Malcolm Crowe (Bruce Willis), um respeitado psicólogo, mas que tem na consciência o fato de ter falhado com um antigo paciente. Quando tem a oportunidade de ajudar o jovem Cole (Haley Joel Osment), o doutor descobre que o caso pode ser muito mais grave do que qualquer outro que já enfrentara. Afinal, o menino tem o trauma de ver os mortos.
A direção do indiano é perfeita. Ao lado de uma inspirada trilha sonora, mantém sempre o ar de tensão. Qualquer tomada e movimento de câmera tem algum significado, cria algum suspense, nada é por acaso, tudo tem alguma contribuição narrativa para a obra.

O roteiro, escrito pelo próprio Shyamalan – que após ter recebido um péssimo tratamento da Miramax enquanto rodava seu filme anterior, Olhos Abertos, resolvera escrever o melhor roteiro de todos os tempos para nunca mais passar pelo que passou – carrega um dos finais mais surpreendentes da história do cinema (e que todo mundo na face da terra já deve saber), uma marca que amaldiçoaria o diretor, posteriormente.

O elenco conta com Bruce Willis, em um dos seus melhores papéis e Tony Collette, uma talentosíssima atriz, muitas vezes mal aproveitada em seus filmes, não sendo esse o caso. Collette vive a mãe de Cole, uma mulher trabalhadora que sofre bastante com os problemas do filho, mesmo sem conhecê-los verdadeiramente. Ela foi indicada ao Oscar por esse papel.
No entanto, o grande destaque do elenco é o garoto Haley Joel Osment (com onze anos, na época), que carrega o filme, com uma interpretação indiscutivelmente madura. Assim como Collette, ele também foi indicado ao Oscar daquele ano.

Tecnicamente perfeito e com belíssimas atuações, O Sexto Sentido abriu as portas de Hollywood para Shyamalan, colocando-o no primeiro time de diretores e criando, sobre o indiano, uma grande expectativa por trabalhos tão bons e surpreendentes quanto esse. Uma pressão que, pouco a pouco, foi sabotando a carreira do diretor e iniciando uma guerra com a crítica especializada.

Ícone do suspense e dos “finais surpresa”, O Sexto Sentido não é o melhor trabalho de M. Night Shyamalan (ainda prefiro Corpo Fechado e a Vila - leia a crítica desse filme clicando aqui), mas, sem dúvida, é o trabalho mais importante desse talentoso cineasta.

9 comentários:

Jardel Nunes disse...

Um dos filmes mais importantes dos últimos tempos... Obra prima é uma palavra bem apropriada.
Infelizmente o filme se tornou um carma para o diretor.
Você gosta da Vila e Corpo Fechado, eu já adoro Os Sinais.. mas todos são filmes fantásticos com climas incríveis...
Espero que Shyamalan se redima com esse seu novo filme, que é diferente de tudo que ele já fez...

Hugo disse...

Já é um clássico e concordo com a opinião do Jardel, por ser ótimo filme Shyamalan sempre é cobrado para atingir este patamar novamente, o que é não é nada fácil.
Sou fã do diretor e considero a obra dele ótima, principalmente pela originalidade.

Abraço

Caio Coletti disse...

Cara, se eu te contar que não vi o filme ainda porque já me contaram o final você acredita? Sei lá, gosto muito de Willis, Osment e Collette, são um trio e tanto para reunir em um filme, e nos tempos áureos de fato Shyamalan era um dos melhores diretores de Hollywood. Da carreira dele só me surpreendeu negativamente o boboca "Fim dos Tempos", com o Mark Wahlberg. Desperdício de talento de elenco e direção em um roteiro sem sentido e cheio de furos.

De resto, especialmente "A Vila", a carreira do cara é impecável. Torçamos para que ele vote a boa forma logo.

Abraço! :D

Mateus, O Indolente disse...

Haha, é bom ver que Shyamalan tem tantos fãs assim. Ultimamente, tava difícil achar algum. Eu concordo com o que vocês disseram sobre a pressão que é colocada sobre ele, a necessidade de um final surpresa, de grandes reviravoltas etc.

Caio, se eu tivesse assistido o filme sem saber do final, talvez gostasse mais. Mas não deu, hehe.

Ah, também não gosto de Fim dos Tempos. Acho que ele e a Dama na Água são os mais fracos do diretor.

Abraço, pessoal.

Jeniss Walker disse...

é um filme que nem precisa comentar muito a importância para os cines. na verdade, foi um dos grandiosos do último ano importante dos cinemas: 1999.
abraço :)

kah disse...

Eu gosto dos filmes do Shyamalan, até mesmo do 'Lady in the Water' que muitos odeiam. Só não gostei muito do 'The Happening'. 'A Vila' e 'Corpo fechado' tb são meus favoritos!

www.cinemaemdvd.blogspot.com

Roberto F. A. Simões disse...

O Sexto Sentido constitui uma experiência genuinamente assombrosa e transcendente. Sublime!

5/5

Cumps.
Roberto Simões
CINEROAD - A Estrada do Cinema

O Cara da Locadora disse...

Shaymalan sem dúvida é um dos melhores diretores da atualidade em Hollywood...

R. Meireles disse...

Shyamalandro é foda mesmo, apesar de gostar muito de O Sexto Sentido, nada supera Sinais!

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