sábado, 20 de fevereiro de 2010

3 Crítica: Paris, Te Amo

Paris, Te Amo
(Paris, je t'aime, 2006)







Por Mateus Souza


18 curtas mostram de forma um tanto quanto irregular a visão de diferentes cineastas a respeito da capital francesa.

Lançado em 2006, Paris, Te Amo (Paris, je t'aime) é uma grande homenagem à capital francesa. Composto por dezoito curtas-metragens, dirigidos por diferentes cineastas de diversas nacionalidades (dentre eles, nomes como o dos irmãos Joel e Ethan Coen, Gus Van Sant e o brasileiro Walter Salles), o filme apresenta a visão de cada um desses diretores acerca da Cidade Luz.

Cada um dos dezoito curtas se passa em um diferente “arrondisement”, nome dado a cada uma das divisões distritais da cidade, fazendo com que percorramos toda Paris, ao término do filme.

Alguns curtas se destacam dentre tantos, como o dos Irmãos Coen – que mostra, com bastante humor, um turista norte-americano que está lendo um guia de viagens na estação de metrô – e o da espanhola Isabel Coixet, que apresenta a história de um homem que, prestes a terminar o relacionamento com sua mulher para viver com a amante, descobre que aquela está muito doente.

Mas nem todos os curtas são interessantes. Algumas passagens, como o surreal Porte de Choisy, dirigido pelo australiano Christopher Doyle, que mostra um vendedor de produtos de beleza visitando um salão de beleza asiático e o chato Longe do 13° Distrito, dos brasileiros Walter Salles e Daniela Thomas, deixam bastante a desejar, quebrando um pouco do ritmo do filme.

O maior problema de Paris, Te Amo, porém, está no seu tempo de duração: aproximadamente, 120 minutos. Como o filme é composto por vários curtas sem nenhuma ligação (a não ser o fato de se passarem em Paris), não existe uma trama que prenda a atenção do expectador. Sendo assim, chega determinado momento que, somando essa extensa duração com a irregularidade dos curtas apresentados, o longa torna-se chato, cansativo.

Apesar disso, a qualidade de certos curtas – como o do diretor Alfonso Cuarón, que mostra o diálogo de uma jovem com um homem mais velho, vivido por Nick Nolte e o estrelado pela sempre encantadora Natalie Portman, sob a direção de Tom Tykwer (Corra, Lola, Corra) – dá fôlego ao filme, não deixando ele se tornar uma chatice total.

Uma grande homenagem à Cidade Luz, Paris, Te Amo, não soa nostálgico nem clichê. Irregular quanto à qualidade dos curtas, seria melhor sem alguns minutos de duração, mas, ainda assim, é bastante interessante e, por muitas vezes, apaixonante.

3 comentários:

J. Jack disse...

GOSTO MUITO! Muito mesmo, mais ainda prefiro Nova York!

Kahlil Affonso disse...

Nunca vi, mas o estilo 'festival de curtas' nunca me agradou muito. Fico curioso para ver as contribuições de Wes Craven, Walter Salles, Gus Van Sant e Gérard Depardieu.

http://cinemaemdvd.blogspot.com/

Roberto F. A. Simões disse...

Acredita que ainda não vi? Os meus amigos cinéfilos estão sempre me recomendando essa obra, mas ainda não vi ;D

Cumps.
Roberto Simões
CINEROAD - A Estrada do Cinema

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