domingo, 28 de março de 2010

6 Crítica: Estranha Família

Estranha Família
(Winter Passing, 2005)









Apesar dos problemas no roteiro, pequeno drama familiar não deixa de ser interessante.

Estranha Família é mais um dos típicos filmes independentes dos Estados Unidos, daqueles que mostram pessoas sem um rumo certo na vida, que, por algum motivo, resolvem voltar para a sua terra natal, lugar onde sofrem uma série de transformações, se conhecem melhor e enfrentam antigos conflitos familiares. Um tema batido, mas que ainda é muito mais interessante que muitas coisas que saem por aí.

No filme, que é escrito e dirigido pelo estreante Adam Ripp, Reese Holden (Zooey Deschanel), uma atriz fracassada de vinte e poucos anos, recebe uma oferta de 100 mil dólares pela publicação das cartas de amor trocadas por seu lendário e recluso pai, Don (Ed Harris), e sua falecida e igualmente reverenciada esposa, a mãe de Reese. Na busca por essas cartas, Reese viaja de Nova York a Michigan, onde encontra seu pai, totalmente desligado de sua própria saúde e morando com dois jovens: a prática ex-estudante Shelly (Amelia Warner) e o aspirante a músico Corbit (Will Ferrell). Embora não seja nenhuma santa, Reese não aprova essa nova "família", mas aos poucos, começa a apreciar seus novos "irmãos".

Para que um filme tão pequeno como esse funcione é necessário um bom grupo de atores. E os de Estranha Família estão muito bem. A sempre interessante Zooey Deschanel (500 Dias com Ela) passa muito bem as mudanças sofridas por sua personagem, que, no início, estranha e despreza aquela nova família que se formou em sua antiga casa, mas que, com o passar do tempo, vai encontrando ali a família que não teve quando criança.

Completando o elenco tem um quase irreconhecível Ed Harris (Appaloosa - Uma Cidade Sem Lei), a não muito conhecida Amelia Warner e o destaque Will Ferrel (Mais Estranho Que a Ficção). Diferentemente da maioria dos seus filmes – nos quais quase sempre faz personagens caricatos e irritantes –, Ferrel aqui tem uma interpretação bastante contida, sendo uma espécie de “bobo apaixonante”. O ator protagoniza uma das cenas mais bonitas do filme (a apresentação musical no bar da cidade).

O maior problema do filme, porém, está no seu roteiro. Ripp dedica muito tempo à parte menos interessante do filme: a vida da personagem de Zooey Deschanel na cidade. Algo que poderia, em um texto melhor escrito, rapidamente ser feito, alonga-se por tempo demais nas mãos estreantes de Ripp. E o tempo que sobra nesse início, falta do meio para o fim, o que prejudica o desenvolvimento das relações até ali construídas.

Com uma boa trilha sonora e belos momentos, Estranha Família é um pequeno drama familiar quase que desconhecido por aqui (e fora também) que, apesar de não trazer nada de inovador, continua sendo mais interessante que muita coisa...

6 comentários:

Hugo disse...

Gosto deste tipo de filme pequeno e estranho, com atores conhecidos em papéis diferentes.

Este eu ainda não assisti.

Boa dica.

Abraço

Jardel Nunes disse...

Sempre fico de assistir esse filme e acabo olhando outro... Parece ser legal. Gosto muito dos atores, principalmente do Will Ferrel, sou fã dele desde as comédias até esses papéis mais sérios..

Abraço

Jenson J, disse...

infelizmente, não conheço o titulo!

Carol Morais disse...

Não sabia desse filme!
Mateus, indica meu blog. desmondier.blogspot.com
Passa lá tb. Beijocas

Carol Morais disse...

Obrigada Mateus! ;*

Mateus, O Indolente disse...

HUGO: Eu também. Principalmente da parte de "atores conhecidos em papéis diferentes".

JARDEL: Eu só gosto dos papéis mais contidos do Will Ferrel, como em Mais Estranho que a Ficção - um ótimo filme!

JENSON J. e CAROL: Assistam, não é um filmão, mas vale a pena!

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