quarta-feira, 3 de março de 2010

6 Guerra ao Terror e suas bombas...

Por Mateus Souza

Com um produtor proibido de comparecer à cerimônia do Oscar e um sargento jurando que o roteiro é um plágio de sua vida, Guerra ao Terror segue firme e forte.


Talvez o grande favorito às principais categorias do Oscar 2010, Guerra ao Terror tem bombas e mais bombas explodindo ao seu redor antes da premiação.


Tudo começou no dia 24 de fevereiro, quando o produtor Nicolas Chartier resolveu mandar alguns emails para os membros da Academia, a fim de angariar votos para o premiado filme de guerra. Os emails continham mensagens como: "precisamos que filmes independentes vençam como vencem os filmes que você e eu fazemos, e se você acredita que Guerra ao Terror é o melhor filme de 2010, ajude-nos" e "se você disser a dois amigos para votar (no nosso filme) e não no filme de 500 milhões de dólares, nós vamos ganhar".


Com isso, o encrenqueiro produtor - que, durante a produção do filme, foi o pivô de algumas brigas internas e que quase teve seu nome fora da lista dos produtores reconhecidos pelo Oscar - quebrou as regras impostas pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que permitem apenas que emails informativos sejam enviados aos votantes do prêmio. Tais regras - que também proibem festas, distribuição de presentinhos e etc. - buscam dar uma maior seriedade ao prêmio, e possibilitar realmente a premiação do melhor filme e não da melhor equipe de marketing.


Hoje, a diretoria do Departamento de Produtores anunciou a punição de Chartier: o produtor está proibido de comparecer à cerimônia - esta é a primeira vez na história do Oscar que alguém é punido individulamente e proibido de comparecer à premiação. Punindo Chartier individualmente, a Academia mantém o seu discurso de não prejudicar o filme com a situação.


Como se já não bastasse tudo isso, Jeffrey S. Sarver - sargento do Exército dos EUA - está movendo uma ação contra os produtores do longa, alegando que o protagonista do filme, o personagem vivido pelo indicado ao Oscar Jeremy Renner, foi inspirado nele. O roteirista e ex-jornalista Mark Boal, que nunca negou que seu roteiro tinha por base acontecimentos verdadeiros, realmente esteve como correspondente na unidade militar onde Sarver atuava como desarmador de bombas, mas daí para o que o militar diz é um longo caminho.


Para Guerra ao Terror, é uma sorte que os votos já tenham sido entregues, pois, do jeito que as coisas andam, outras bombas podem explodir.

6 comentários:

Caio Coletti disse...

Seria uma pena se "Guerra ao Terror" perdesse a disputa por causa de um produtor "espertinho". O filme é tão ou mais digno de receber a estatueta que "o filme de 500 milhões de dólares" ao qual o produtor se referiu em seus e-mails ilegais. Aliás, se a decisão fosse minha, eu faria de tudo para passá-la para outra pessoa. São filmes tão diferentes e tão espetaculares em suas propostas, não saberia escolher, definitivamente.

Abraço! :D

Hugo disse...

Ainda não tive a oportunidade de ver, mas é um tema que me chama a atenção.
Quanto as polêmicas, a questão do produtor com certeza não é única. Todos sabem dos "presentes" que os membros da academia ganham para votar em A ou B.
Juntando a história do processo por plágio, tudo gria em torno do dinheiro. O produtor que vencer o Oscar para lucrar, o soldado ganhar um trocado num processo, o roteirista ficará famoso com todo este barulho e aumentará seu cachê...

Abraço

Jenson J, disse...

Matheus, espero realmente que isso não atrapalhe em nada o filme! Até porque os votos já estão sendo contados!

Mateus, O Indolente disse...

CAIO: Tem razão, seria uma pena que Guerra ao Terror (ou qualquer outro filme) fosse prejudicado por um produtor "espertinho".

HUGO: Acho que o roteirista não sairia ganhando com isso, mas os outros com certeza iriam ganhar ($$$)

JENSON J,: Eu também espero isso. A questão do plágio não poderá atrapalhar, pois aconteceu depois do envio dos votos. Mas acho que não atrapalharia, afinal, Avatar também teve suas acusações desse tipo - uma delas bem convincente por sinal.

Abraço
Cinema para Desocupados

Jonas Frota disse...

E ganhou!

R. Meireles disse...

O nome desse filme deveria ser "Guerra ao Horror". Meus Deus, filme com uma história muuuuito bobinha, rezei pra ele terminar!

Postar um comentário

O Cinema para Desocupados agradece pelos comentários!

Sempre que necessário os responderemos.