quarta-feira, 21 de abril de 2010

10 Crítica: P.S. Eu te Amo

P.S. Eu te Amo
(P.S. I Love You, 2007)

Direção: Richard LaGravenese
Roteiro: Richard LaGravenese, Steven Rogers
Elenco: Hilary Swank, Gerard Butler, Gina Gershon, Lisa Kudrow, Jeffrey Dean Morgan .

Um dos títulos mais carismáticos do gênero



Analisar o gênero (ou, como meu colega Mateus diz, subgênero) das comédias românticas, tem sido cada vez mais difícil. Obviamente essa dificuldade não vem da complexidade dos filmes e suas tramas, mas justamente pelo fato da maioria ter um roteiro fraco e com atuações estigmatizadas. Acho que o fato de saírem cerca de 20 ou mais títulos do gênero por ano contribui muito com isso, mas é sempre bom quando um filme como P.S. Eu te Amo nos chega e nos mostra, além de um roteiro leve, atuações como as de Hillary Swank (Menina de Ouro), belíssima e Gerard Butler (aquele mesmo brutamontes de 300 e Código de Conduta) agora fazendo o papel de um homem sensível e engraçado. Aliás, os personagens são o ponto alto do filme.

O filme conta a história de Holly e Gerry Kennedy, recém casados, que tem uma vida dura trabalhando muito e com dificuldades financeiras típicas de um casal jovem, mesmo com algumas brigas (como a ótima cena do prólogo do filme) é um casal feliz. Porém Gerry morre vítima de um tumor no cérebro, fazendo sua amada entrar em uma profunda depressão, mas quando ela completa 30 anos descobre que ele escreveu cartas dando instruções para que ela comece a se reerguer e refazer sua vida e é a partir daí que Holly começa a redescobrir um mundo que para ela havia morrido junto com seu marido.

Apesar da temática um tanto clichê, P.S. Eu te Amo é um filme tão bem feito e tão carismático que até mesmo o que poderia se considerar um erro acaba funcionando muito bem. Após a cena do prólogo pula direto para um futuro próximo da cena, quando Gerry já havia falecido há um mês e seus amigos e companheiros vão homenageá-lo, o fato do personagem não aparecer muito e depois apenas em flashbacks, pode fazer com que o espectador, naquele momento do filme, não se afete tanto com a morte de Gerry e acabe ficando sem entender e perdido um pouco, mas na medida em que os fatos vão se desenrolando sentimentos diversos podem fluir em quem assiste: alegrias pelas histórias que aparecem, tristeza pela perda do homem amado até mesmo indignação pela apatia de Holly. Certo mesmo é que é impossível não se deixar levar pela carga emocional que o filme proporciona.

Holly é a personagem principal, porém a história se desenrola em torno dela e não sempre de acordo com as suas ações, Gerry é muito presente seja em voz ou em flashbacks, Lisa Kudrow e Gina Gershon fazem as impagáveis e engraçadíssimas amigas de Holly, as situações românticas e engraçadas podem as vezes falhar e quebrar um pouco do ritmo do filme, porém isso não desmerece em nada do quão bem foi dirigido e aproveitado o roteiro. Ah! Antes que eu me esqueça, Kathy Bates é divina como Patricia, mãe de Holly. Segura uma personagem que, no começo, não parece tão importante, mas desempenha com segurança talvez o papel mais profundo na trama.

P.S. Eu te Amo pode sim cair em alguns clichês e ter lá seus deslizes, mas é a pedida ideal para quem já está cansado desse desgastado gênero das comédias românticas e saturado das besteiradas que temos que aturar ano após ano saindo de Hollywood.

10 comentários:

Julinha disse...

Um dos melhores filmes que eu já vi. Como sempre comento com vc, não consigo não me emocionar com tamanha demonstração de carinho por parte de uma pessoa que, mesmo não estando realmente presente na vida dela como ele próprio queria, deixa tantas demonstrações de afeto e amor!
Sai um pouco do roteiro mesmo dos atuais filmes e isso o torna muito mais interessante ao leitor.
Muito boa crítica, parabéns!

Beijos

Mateus, O Indolente disse...

Uma bomba. Aluguei todo animado, mas quando começou: clichê, sem graça, piegas, inverossímel, enfim, uma comédia romântica como estamos acostumados a ver.

Carol Morais disse...

[comentario sem acentos]

Meu amado,
Eu gostei do filme, mas nao o achei la essas coisas todas.
E um filme sessao da tarde. Da para assisti-lo comendo um biscoito recheado em uma tarde tediosa.

O filme deve dar um "up" em quem precisa de conselhos de autoajuda(sera?).

Beijos meu amor! ;*

Cristiano Contreiras disse...

Simplesmente adoro esse filme, o roteiro leve com melodrama convence pela digna atuação central e química sexual de Butler e Swank, boa trilha e bom ritmo. Muito bom mesmo, uma pena quem acha uma 'bomba'...postei sobre ele no Apimentário, se puder confira, abs

Caio Coletti disse...

Ah, eu até gostei sim. E olha que não sou muito fã de Hillary Swank e não vejo em Gerard Butler o ator carismático de quem todos estão falando. Nesse filme, nesses personagens, porém, acabei me identificando com ambos. Ponto para o diretor, que soube escalar seu elenco e, se eu me lembro, ainda fez um trabalho acertadíssimo de câmera, principalmente nessa estourada cena inicial que você citou.

Ah, e Kathy Bates está mesmo arrasadora, uma das interpretações mais sinceras e emocionantes que eu tive o prazer de vivenciar.

Abraço! :D

cabaretcinefilo disse...

Como acabei de comentar no Apimentário, é um filme bobo e dispensavel! Gerald Butler irrita!

Daniela Gomes disse...

Como comentei no "Apimentário","P.S. Eu Te Amo" serviu apenas como entretenimento. Não foi um filme que "cresceu em mim", utilizando as palavras que meu professor de História do Cinema disse ontem mesmo.
Belo blog o de vocês. Acabei de conhecer. Ótimos textos. Estão devidamente "linkados" em meu blog.
Abraços

Ana Valeska Maia disse...

Eduardo,
Confesso não gostar das comédias românticas.
Entretanto, após a tua crítica fiquei com vontade de assistir "P.S. Eu te amo".
Depois que assistir te falo minha impressão do filme.
Bjo.

Aline disse...

Mateus,

Creio que não tenhamos assistido ao mesmo filme então, pois este PS. Eu te Amo, não tem nada de clichê ou piegas, pelo contrario, creio que nem mesmo possa ser caracterizado como comédia romântica, uma vez que o elemento principal é dramático.

Jefferson Lins disse...

Realmente pular para a morte do Gerry no inicio do filme pode causar uma certa confusão, entretanto no decorrer da trama, você conhece o personagem e se comove com a morte dele no final do filme, o que para mim é o mais interessante, principalmente porque em todas as cartas, exceto a última, são lidas pelo Gerry, o que nos permite achar que ele está vivo ainda, quando a última carta é lida, e não é por ele, temos a impressão que ele realmente morreu, isso pra mim foi excelente. Ótimo roteiro, atuações e direção. Não sou muito fã desse gênero, mas realmente adoro esse filme.

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