sexta-feira, 28 de maio de 2010

7 Crítica: Lua Nova [2]

Lua Nova
(Twilight Saga: New Moon, The, 2009)

Direção: Chris Weitz
Roteiro: Melissa Rosenberg
Elenco: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Dakota Fanning, Michael Sheen





Por Mateus Souza

Não é tão bom quanto acreditam os fãs, nem tão ruim quanto dizem os críticos.

Se de um lado temos os fãs (garotas, em sua maioria) – que amam e são capazes de morrer por tudo o que estiver relacionado ao universo de Crepúsculo –, temos, do outro, aqueles grandes intelectuais – que odeiam os livros, os filmes, os atores, a autora e tudo que tenha a ver com os vampiros que brilham ao sol.

Dos dois grupos, lamento mais pelo segundo, já que seus membros perdem tempo condenando a série com uma implicância boba e, talvez, mais infantil que as fãs de 12 anos que sonham com um vampiro purpurinado. O fato, no entanto, é que o primeiro filme da série rendeu muito, até mais que o esperado, e a sua continuação, Lua Nova, vem com orçamento e expectativas muito maiores.

E é por causa desse aumento no orçamento que o filme ganha um novo diretor, Chris Weitz (Um Grande Garoto, Bússola de Ouro), alguns atores conhecidos e aspectos técnicos mais caprichados.

Todos já devem conhecer a história do segundo filme, mas vamos lá: É aniversário de Bella (Kristen Stewart) e após um pequeno acidente, ela quase é atacada por um dos Cullen. Com medo do que pode acontecer com sua amada se eles ficarem juntos, Edward (Robert Pattinson) decide ir embora. Entra em cena Jacob (Taylor Lautner), que ajuda Bella a recuperar a vontade de viver.

A história do segundo filme é bem mais promissora que a do primeiro, pois desenvolve o triângulo amoroso insinuado antes e conta com novas criaturas sobrenaturais: os lobisomens. Mas o roteiro, novamente escrito por Melissa Rosenberg, erra bastante, tirando todo o caráter promissor da história.

Os livros nos quais se baseiam os filmes têm um ritmo muito lento, são arrastados até perto do fim, quando mudam completamente de ritmo e passam a ser frenéticos. É no momento “arrastado” que a autora desenvolve a relação entre os muito personagens, deixando a ação para o final.

No roteiro de Rosenberg, esse momento arrastado se alonga mais do que deveria e, ainda assim, não consegue desenvolver bem relação entre os personagens. Além disso, o final – que seria a possível salvação – é atropelado, não tem nenhuma tensão ou emoção.

Com o aumento no orçamento, o filme perdeu sua cara de “feito para a televisão”, que tanto incomodava no primeiro longa. Mas os efeitos especiais continuam ruins – alguns momentos, como a luta final contra os Volturi (os grandes vilões do filme e da saga), são constrangedores. Isso sem citar os lobisomens, que, além de mal feitos, se parecem com bichinhos de pelúcia.

A surpresa, no que diz respeito ao elenco, é Taylor Lautner. O ator esbanja carisma e deixa Robert Pattinson mais apagado do que ele normalmente já é. Kristen Stewart mantém-se bem como Bella, confirmando o talento que demonstrou em outros filmes (como o pouco conhecido Eu e as Mulheres). As principais novas aquisições do elenco – Dakota Fanning e Martin Sheen – têm papéis bem pequenos, que só ganharão maior destaque nos filmes que estão por vim.

Concluindo, Lua Nova é um filme cheio de defeitos, mas que, ainda assim, consegue ser superior ao seu antecessor. O ritmo lento e o formato novelesco incomodam, mas nada que torne o filme tão insuportável como alguns dizem por aí. Enfim, um bom passatempo.

sábado, 15 de maio de 2010

7 Crítica: Homem de Ferro 2

Homem de Ferro 2
(Iron Man 2, 2010)

Direção: Jon Favreau
Roteiro: Justin Theroux
Elenco: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle, Scarlett Johansson, Sam Rockwell, Mickey Rourke




Por Mateus Souza

Com grande foco nos personagens, a volta de Tony Stark resulta em um filme divertidíssmo.

Um dos filmes mais aguardados do ano, Homem de Ferro 2 chega com a difícil missão de superar o seu antecessor – sucesso de público e crítica. E a boa notícia é que, sim, ele consegue – tanto no que diz respeito ao conteúdo quanto à bilheteria: o filme já é a melhor abertura do Marvel Studios e a Paramount Pictures nos Estados Unidos.

Na continuação, o mundo já sabe que o bilionário Tony Stark (Robert Downey Jr.) é o Homem de Ferro. Sofrendo pressão do governo, da mídia e do público para compartilhar sua tecnologia com as forças armadas, ele reluta em divulgar os segredos por trás da armadura do Homem de Ferro, temendo que a tecnologia caia em mãos erradas. Stark deve, ainda, lidar com o fato de sua invenção estar lhe envenenando e com o aparecimento de Ivan Vanko, filho de um ex-sócio do seu pai, que deseja vingança.

Robert Downey Jr. volta ao papel que o fez ressurgir, com força total. Ele é Tony Stark e ninguém mais pode mudar isso. Stark não é um personagem fácil, como muitos podem pensar. Ele é arrogante, egocêntrico, inconseqüente. E Downey Jr. consegue ser tudo isso sem fazer com que o público o odeie. Pelo contrário, nos adoramos Tony Stark!

O irônico de tudo isso é que Downey Jr. e o próprio diretor Jon Fravreau (Zathura - Uma Aventura Espacial) não pareciam as melhores escolhas. O primeiro vinha se recuperando de um ostracismo profissional devido ao seu problema com drogas, sem contar o fato de já ter mais de 40 anos – o que não é bom para uma franquia de filmes. O segundo era um ator de comédias não muito badalado, com um pequeno currículo como diretor, e pouca ou nenhuma experiência em filmes de ação.

Os dois deram muito certo. Downey Jr., como já dito, encarnou com todas as forças o personagem e Fravreau, por também ser ator, proporcionou uma ótima direção de elenco, fazendo com que o principal atrativo do filme sejam os personagens (que agora são muitos), e não as cenas de ação.

Cenas de ação essas que são bem divididas no filme. Temos três grandes sequências (a luta entre armaduras é engraçadíssima), todas muito bem filmadas, apesar de não serem o maior destaque do filme. O destaque mesmo são os personagens e a maneira como se desenvolvem. Mérito de Fravreau e do roteirista Justin Theroux (do hilário Trovão Tropical).

A relação de Tony com Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) fica mais interessante com a chegada de Natasha Romanoff (Scarlett Johansson), uma agente da S.H.I.E.L.D disfarçada. Tem também a entrada de dois vilões (elemento que faltou no primeiro filme): Ivan Vanko, interpretado pelo também renascido Mickey Rourke (que sempre fica um luxo com óculos de grau) e o empresário bélico Justin Hammer – que Sam Rockwell interpreta com um empenho tão grande quanto o de Downey Jr.. Também fazem parte do elenco Don Cheadle, que substitui seu amigo Terrence Howard, fazendo James Rhodes, melhor amigo de Tony e, agora, possuidor de uma armadura; Samuel L. Jackson, vivendo Nick Fury, e o próprio Fravreau, que ganha mais espaço como o segurança Happy Hogan.

O filme dá um passo importante na criação do chamado "Universo Marvel no cinema", que culminará no filme dos Vingadores, juntando em um filme só Capitão América, Thor, Hulk e, é claro, o Homem de Ferro.

Com muito mais humor, uma ótima trilha sonora (AC/DC sempre empolga) e personagens bem desenvolvidos, Homem de Ferro 2 supera as grandes expectativas que o cercavam. Não é o melhor filme de super-heróis já lançado (ainda prefiro Homem-Aranha 2), mas, certamente, figura entre os melhores.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

6 Selo - Prêmio Dardos









Na terça retrasada (dia 04/05, se não me engano), o TopangaBlog concedeu ao Cinema para Desocupados e a mais 4 blogs o selo Prêmio Dardos - que é destinado a blogs "que se preocupam em transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc, etc...".

Nos do Cinema para Desocupados ficamos muito felizes com a indicação e, apesar do atraso (ultimamente eu não estava muito desocupado como o nome do blog faz pensar), indicaremos agora mais dois blogs merecedores de tal selo, como determina o rito. Os blogs são:


Os dois blogs também devem indicar outros ao selo, avisando-os a respeito da premiação, para que possam pegar o selo e também repassá-lo. Agradeço mais uma vez ao Jardel, do TopangaBlog.

Até mais!