domingo, 19 de setembro de 2010

6 Crítica: Amor à Distância

Going the Distance
Estados Unidos, 2010 - 102 min
Direção: 
Nanette Burstein
Roteiro:
Geoff LaTulippe
Elenco:
Drew Barrymore, Justin Long


Uma autêntica e, pasmem, boa comédia romântica

Para muitos, comédia romântica  é sinônimo de filme ruim. É difícil contra-argumentar esse tipo de pensamento, já que, todos os anos, inúmeras comédias românticas são lançadas seguindo uma fórmula pré-concebida, que esquece qualquer tipo de aspecto artístico para lembrar apenas de interesses comerciais. O público tem sua parcela de culpa: É ele quem lota as salas de cinemas para assistir aos "enlatados", sob o falso pretexto de diversão descompromissada.

Mas, vez ou outra, aparece alguém para mostrar que é possível produzir uma comédia romântica descompromissada, leve, que não faça feio nas bilheterias nem subestime a inteligência do espectador.

Recentemente, temos o exemplo de 500 Dias com Ela, que traz todos os elementos típicos das comédias românticas subvertidos dentro de uma gigantesca roupagem "indie". Mas Amor à Distância é um melhor exemplo de boa comédia romântica, pois não subverte ou cria nada. Trabalha com a mesma fórmula que tanto estamos acostumados a ver.

O filme, dirigido pela documentarista Nanette Burstein, trata de um tema muito em pauta e de fácil identificação hoje em dia: os relacionamentos à distânca (como o título já entrega...). Erin (Drew Barrymore) é uma aspirante a jornalista de São Francisco; Garret (Justin Long) um frustrado produtor musical de Nova York. Os dois desenvolveram um relacionamento enquanto ela estagiava em um jornal da cidade dele. Com o fim do estágio, a moça teve de voltar para a sua cidade e, descumprindo o que haviam combinado inicialmente, os dois decidem manter o relacionamento, mesmo morando em cidades diferentes.

Da estrutura narrativa aos personagens secundários (e Drew Barrymore também), tudo é bem típico das comédias românticas. Mas se é assim, o que faz de Amor à Distância um filme diferentes do "enlatados" citados no começo do texto?

A simples (mas valiosa) capacidade de navegar por um determinado gênero sem cair na banalidade. O roteirista Geoff LaTulippe utiliza cada um dos cânones das comédias românticas, só que de forma divertida e interessante, o que, na essência, eles são mesmo - desde que bem trabalhados. Aqui, não nos deparamos só com a vontade de agradar a um público fácil, tal intenção existe, é claro, mas somada à outra: a de fazer um bom filme.

Amor à Distância pode não ser o filme do ano, mas é mais um que colabora com a ideia de que diversão descompromissada não é diversão burra. E, em tempos como os de hoje , isso deve ser valorizado.
 

6 comentários:

Carol Morais disse...

Ah, está passando aqui faz um tempo. Estou ansiosa para assistir Going the Distance!
Legal a crítica. Quando vi o trailer passando na Tv, eu já achei que seria bacana o filme.
Obrigada por compartilhar

AGENTE FOOSE disse...

Boa Crítica Mateus Souza!!! Às vezes esses filmes românticos são sinônimos de filme ruim. Amor à Distância é o filme na medida certa e plausível. E a Drew está maravilhosa! Com certeza vale o ingresso e vai além da pipoca.

Parabéns amigo, adorei seu texto!!! Um grande abraço...

alan raspante. disse...

Cara, sabe que nos últimos meses eu estou me apegando mais a comédias românticas ? Acho que passei tanto tempo vendo clássicos e dramas (meu estilo de filme favorito), que agora estou que nem viciado vendo comédias, hehehehe.
Este filme quero muito ver, é só estreiar aqui na minha cidade!

Abs.

Mateus Souza disse...

CAROL: É legal, mas dentro dessa proposta.

FOOSE: Tem razão, ela tá bem, sim - tem experiência nesses papéis, hehe.

RASPANTE: Gosto muito das comédias românticas clássicas, como Annie Hall e A Primeira Noite de um Homem!

Obrigado pelos elogios e comentários!

Kamila disse...

Acho que o grande trunfo deste filme, além do roteiro, é a química excelente entre Justin Long e Drew Barrymore. Nada no filme soa forçado!

Jardel Nunes disse...

Taí, boa dica Mateus.
É sempre bom ter algum desses filmes "na manga" pra olhar com a mulher de vez em quando hehehehe
Gostei, vou assistir, até porque é bom ter uma diversão descompromissada né...

Abraços

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