quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

6 Crítica: O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus

3/5
The Imaginarium of  Doctor Parnassus
França, Canadá, UK, 2009 - 122 min.
Diretor: 
Terry Gilliam
Roteiro:
Terry Gilliam, Charles McKeown
Elenco:
Heath Ledger, Christopher Plummer, Tom Waits, Andrew Garfield

O mundo imaginário de Terry Gillian

O norte-americano Terry Gilliam, homem por trás de clássicos como Monty Python em Busca do Cálice Sagrado (1975) e Brazil - Filme (1985), é conhecido pelas imensas dificuldades que enfrenta para finalizar seus projetos – isso quando consegue finalizá-los.

Com seu mais recente filme, O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus (2009), não poderia ser diferente. Mais ou menos na metade das filmagens, Gilliam  perdeu um de seus principais atores, Heath Ledger - vítima do uso abusivo de medicamentos.

Mas, com a imaginação que lhe é peculiar, Gilliam encontrou não só uma maneira de salvar o filme como, também, de homenagear o falecido amigo. Para isso, chamou Jude Law, Johnny Depp e Colin Farrell para substituir o ator nas cenas que ainda não haviam sido filmadas. Como isso foi possível? Ora, estamos falando de um filme de Terry Gillian...

Na história, conhecemos dr. Parnassus (Christopher Plummer), um homem de mais de dois mil anos que viaja mundo afora com seu pequeno circo itinerante, do qual fazem parte seu fiel, e pequeno, parceiro Percy (Verne Troyer), o jovem Anton (Andrew Garfield, de A Rede Social) e a bela Valentina (Lily Cole),  filha de Parnassus. O velho senhor tem um longo histórico de apostas com  Nick (Tom Waits), o Diabo, que está de volta para cobrar um de seus prêmios: Valentina, que logo completará 16 anos.

Angustiado com a iminente perda de sua filha para o tinhoso, Parnassus encontra em Tony (Ledger, Depp, Law e Farrel), um moribundo desmemoriado que junta-se à trupe, uma esperança de salvar Valentina, já que, com seu aparecimento, é feita uma nova proposta pelo Diabo: aquele que mais rápido conseguir 5 almas, fica com a moça.

É no imaginarium, espelho mágico de Parnassus, que acontecem as disputas pelas almas. O espelho cria um mundo novo de acordo com a imaginação de quem o adentra – possibilitando até que alguém se transforme em quatro. 

É nele que o filme ganha um ar “terrygilliano”. A londres suja e úmida do mundo real dá lugar a um lugar cheio de criaturas e situações surreais que facilmente nos remetem às animações criadas pelo diretor em sua época de Monty Python. 

Mas não é esse o principal do filme. Na verdade, o tom onírico é só uma conseqüência (e das boas) da presença de Terry Gilliam por trás das câmeras. As principais virtudes de O Mundo Imaginário... são a história e os personagens (todos bem construídos e interpretados).

O último filme de Heath Ledger tende a ser apreciado por um público restrito, afinal, Terry Gilliam será um eterno cult. Seus trabalhos são como o imaginarium do filme, e nem todos estão preparados para adentrar a  sua mente insana.

6 comentários:

lematinee disse...

Eu gostei deste filme em termos de história, mas no que ele mais me chamou atenção foi sim os elementos visuais, que Terry Gilliam sabe trabalhar mto bem!

Linkei teu blog, blz?

Abs!

Amanda Aouad disse...

O filme é interessante mesmo e a forma como a ausência de Heath Ledger foi suprida é fantástica. Agora o visual é tudo ali, principalmente dentro do véu.

abraços

Jack, The Ripper disse...

Ótimo esse filme, bastante divertido. Além do mais, eu adoro o diretor.

Achei até que alguns atores encaixaram-se melhor no papel principal do que o próprio Heath Ledger.

Tiago Britto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tiago Britto disse...

Eu gostei e muito desse filme. Não sei se estava saudosista...se ligou que Andrew Garfield está muito bem nele? abs

Mateus Souza disse...

Lematinee: Também está linkada!

Amanda: Foi muito bem suprida. O visual é mesmo demais, mas sem uma boa história o filme não conseguiria se carregar.

Jack: Colin Farrel, por exemplo.

Tiago: Sim, está mesmo. O interessante é que, agora que ele está mais conhecido, percebi que já tinha assistido a alguns filmes com ele.

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