sábado, 18 de dezembro de 2010

4 Crítica: Skyline – A Invasão

2/5
Skyline
EUA, 2010, 94 min.
Direção:
Colin Strause, Greg Strause
Roteiro:
Joshua Cordes, Liam O'Donnel
Elenco:
Donald Faison, Eric Balfour, David Zayas


Um filme B com efeitos especiais de filme A

Hoje em dia, é possível produzir um filme com efeitos especiais de ponta sem que rios de dinheiro sejam gastos. Distrito 9 é um bom exemplo disso: Na ficção científica produzida por Peter Jackson foram gastos “meros” 30 milhões de dólares  - quantia baixíssima para uma produção do gênero. 

Com essa tendência de barateamento técnico, é natural que filmes de segunda linha passem a apresentar bons efeitos especiais, o que em parte, pode tirar sua essência de filme B. Mas não é isso o que acontece em Skyline – A Invasão (cujo orçamento foi apenas de 10 milhões de dólares), que, no começo, até disfarça, mas logo  mostra sua real natureza trash – e é ai que o filme fica divertido.

Na história, Jarrod (Eric Balfour, o Eddy de The OC) e sua namorada Elaine (Scottie Thompson) vão passar um final de semana em Los Angeles,  na cobertura do seu  milionário amigo Terry (Donald Faison, da série Scrubs). Depois da festa, os amigos são acordados por estranhas luzes  vindas de fora das janelas, e que atraem , misteriosamente, aqueles que as olham diretamente. Daí para descobrir que se trata de uma invasão alienígena é um pulo.

Os irmãos Colin Strause, Greg Strause (os culpados por Aliens Vs. Predador: Requiem) não escondem a preferência dada ao aspecto técnico em detrimento dos demais. Só assim para escalarem um grupo de atores tão ruins. Isso sem falar do roteiro extremamente superficial, que não  cria um mínimo de identificação entre os personagens e o público. Ou seja, um desastre.

No entanto, em determinado momento (na metade, aproximadamente) a natureza trash do filme, antes maquiada pelos efeitos de ponta, começa a aparecer. Personagens começam a desenvolver super-poderes (com direito a um espancamento de alien com placa de cimento); cérebros passam a ser devorados e pessoas, cuspidas do interior de aliens. Isso sem falar da cena final, que, com chave de ouro, sela  essa metamorfose trash – tal qual aquela sofrida pelo personagem de Jeff Goldblum, em A Mosca.

Essa transformação não salva Skyline – A Invasão, que continua sendo um péssimo filme, mas, mesmo que involuntariamente, o torna um pouco mais divertido. 

Para os irmãos Strause , Skyline representou  não só mais um filme ruim no currículo, mas uma possível ação judicial tendo a Sony Pictures como autora. Já que a empresa de efeitos especiais da qual os dois fazem parte, a Hydraulx, está prestando serviços para a Sony em um filme nos mesmos moldes,  chamado Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles - o que pegou um pouco mal para os irmãos.

Deixando o aspecto jurídico de lado, Skyline – A Invasão, apesar de ruim, é capaz de entreter e, até mesmo, divertir, mesmo que faça isso involuntariamente. Um filme B, escondido entre alguns efeitos especiais, mas que, no fim das contas, não engana ninguém.

4 comentários:

Carol Morais disse...

Mateus, gostei bastante do teu escrito. E confesso, não gosto de filmes de ataques alienígenas...

Amanda Aouad disse...

hehe, adorei o título e gostei muito da análise, se o filme provocasse um quarto desse contentamento já táava bom. Pena que é um desastre mesmo.

Mateus Souza disse...

Carol, eu, pelo contrário, até gosto. Acho mais assustador que qualquer filme de terror, hehe.

Amanda: Haha, pode apostar.

Jenifer Torres disse...

Com certeza infinitamente pior que Distrito 9.
Abraços.

www.dicaselistas.blogspot.com

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