terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

6 Crítica: Caça às Bruxas

Season of the Witch
EUA , 2011 - 98 min
Direção:
Dominic Sena
Roteiro:
Bragi F. Schut
Elenco:
Nicolas Cage, Ron Perlman, Christopher Lee


Nicolas Cage em mais um filme sem propósito

Poucos são os atores que conseguem por características próprias ou elementos comuns em todos os seus personagens sem se tornar canastrões. Desse seleto grupo fazem parte nomes como Bill Murray, Jeff Bridges e... Nicolas Cage. No entanto, diferentemente de Murray e Bridges, que apresentam  certo critério na escolha de seus projetos, Cage aceita o que aparece pela frente – vai ver é por causa de suas inúmeras dívidas que, vez ou outra, estampam os jornais.

O resultado é que a cada cinco trabalhos de Cage, quatro são tremendas bombas (dos últimos, só se salvam Kick-Ass - Quebando Tudo e Vício Frenético). E, se você viu o trailer de Caça às Bruxas,  já deve imaginar de qual grupo ele faz parte. 

O filme do diretor Dominic Sena, o mesmo de 60 Segundos, é ruim, bem ruim, mas encontra sua "salvação" em um elemento recorrente nos filmes trash (mesmo não sendo exatamente um): o humor involuntário. Grande parte desse humor é devido a Nic Cage, que, sem hesitar, apresenta novamente as suas já conhecidas expressões faciais – só o que muda mesmo é a peruca da vez. 

O longa, um suspense sobrenatural de época, conta a história dos cavaleiros Behmen (Cage) e Felson (Ron Perlman, mais conhecido como o Hellboy), que, depois de vários anos lutando nas Cruzadas, já não querem fazer parte de toda aquela matança, dão uma de traidores do movimento e abandonam o exército.

Sem muito lugar para ir e com cuidado para não serem identificados – traidores nunca são bem vindos –, os dois acabam em um vilarejo onde vêem de perto a devastação que a peste negra vem causando na Europa. Não demora e eles logo são descobertos e presos. Entretanto, um moribundo cardeal (Christopher Lee, irreconhecível)  faz uma última proposta aos dois guerreiros: escoltar uma (suposta) jovem bruxa (Claire Foy, atriz mais conhecida por trabalhos para a TV inglesa), que, segundo a lógica montypythiana utilizada pela Igreja, é a responspavel por toda aquela desgraça.

O roteiro de Bragi F. Schut até tenta gerar algum mistério em torno da personagem de Foy (se ela é mesmo uma bruxa ou não) e o diretor Dominic Sena faz o mesmo para criar suspense: tudo em vão. A inépcia dos dois (a história nunca envolve e, com exceção de algumas cenas no início, o suspense é inexistente) somada à presença de Cage, que, involuntariamente, é cômica, leva o filme a um resultado totalmente diverso daquele que ele se propõe. Parece que estamos diante de um filme-paródia.

No fim das contas, o que era pra ser um suspense/terror mais parece uma comédia pastelão. Para quem procura alguns sustos ou uma história que cause um mínimo de medo, uma tremenda frustração. Para quem só quer se divertir com a nova peruca do Nicolas Cage, pode ser interessante. 

6 comentários:

Alan Raspante disse...

Nicolas Cage é um ator bacana. Tem tudo para fazer bons filmes e fica nessa.... Vai entender. Talvez eu veja este em DVD, mas mesmo assim não é prioridade.

[]s

Tiago Britto disse...

Eu era fã do cara, mas ele se perdeu! Esse novo filme é conversa pra boi dormir! Não dá medo, não dá susto e sei lá...não me convenceu muito. Que ele possa voltar aos seus tempos de ouro!

Tiago Britto disse...

Aliás...dos filmes de terro, acho o único que tá se salvando dos mais recentes é O Ritual...eu indico!

lematinee disse...

Triste isso... Acho que tá na hora de Cage se aposentar. Pior que o filme tem um tema que costuma ganham o coração das pessoas. Mas eu nao me interessei por ele, acho que já sou meio descrente quando vejo o Nicolas Cage no poster, rs...

Abs!

Mateus Souza disse...

Alan: Tem razão, o Nic Cage é um ator legal - apesar de tudo, hehe -, mas fica nessa.

Tiago: Vi O Ritual e é um filme digno, hehe. Dos mais recentes de terror é o que se salva mesmo.

Lematinee: De vez em quando aparece um bom, mas, como eu disse, são raros, hehe. Kick-ass e Vício Frenético são dois "recentes" que eu gostei.

Mateus Selle Denardin disse...

O filme é até inofensivo até a meia hora final, a partir de quando tudo desaba. Nicolas Cage, impressionei-me, gritou apenas uma vez em cena, o que já é motivo para se assistir ao filme. Mas você é certeiro em apontar esse tom cômico involuntário que envolve o filme. A história é tola e inerte por natureza, e um diretor igualmente fraco não saberia o que de bom tirar daí.

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