sábado, 5 de fevereiro de 2011

5 Crítica: Superbad - É Hoje

Superbad
EUA , 2007 - 114 min.
Direção:
Greg Mottola
Roteiro:
Seth Rogen e Evan Goldberg
Elenco:
Jonah Hill, Michael Cera, Christopher Mintz-Plasse


Um divertido "bromance" adolescente

De uns tempos para cá, os “bromances”  ganharam força em Hollywood. O termo (combinação aglutinada de brother e romance) representa aquele  forte sentimento de amizade que surge entre os homens e que, geralmente, é declarado na forma de um “te considero para caramba, cara”.

Superbad – É Hoje, 2007, é um dos primeiros dessa nova safra de comédias sobre amizade masculina que, diferentemente de suas opositoras românticas, tem como principal público alvo os homens. É o que se pode ver em filmes como Eu Te Amo, Cara, Se Beber Não Case (leia a crítica), O Dia da Transa e  o recente Um Parto de Viagem.

Em Superbad, a amizade em questão é a dos “losers” Seth (Jonah Hill) e Evan (Michael Cera). Amigos desde os oito anos e bem próximos de terminar o colegial, os dois tentam ignorar o fato de que vão se separar no próximo verão – irão para universidades diferentes.

Ao invés de lidar com isso, eles dedicam toda atenção (principalmente Seth) a última possibilidade de conseguir algum sucesso com as garotas antes da faculdade. E para alcançarem tal objetivo precisarão da ajuda de Fogell (Christopher Mintz-Plasse, O Red Mist de Kick-Ass), “nerd” clássico, que com sua identidade falsa – na qual responde pelo discreto nome de McLovin –, comprará algumas bebidas alcoólicas para a dupla. É nessa odisséia adolescente que consiste o filme.

A química entre Hill e Cera é incrível. O primeiro faz o tipo “gordo pervertido” e tem, de longe, as melhores falas (como aquela em que discorre sobre seus desenhos na infância ou do formato do seu pênis na calça jeans mais apertada). Cera, por sua vez, faz o mesmo personagem de Juno, Scott Pilgrim, e Nick & Norah: o nerd calmo e sentimental. Se, por um lado, demonstra pouca (ou nenhuma) versatilidade do ator, por outro, resulta em algo que ele sabe fazer muito bem.

Enquanto foca apenas nesses dois personagens, o roteiro escrito em parceria por Seth Rogen e Evan Goldberg é eficientíssimo. No entanto, o filme perde ritmo a partir da criação de uma trama paralela protagonizada por McLovin e os dois policiais que o tem sob “custódia”. 

Os momentos brilhantes de Hill e Cera passam a dividir espaço com outros de puro tédio, que em nada contribuem à trama. Os policiais, um deles interpretado pelo próprio Rogen, são chatos e caricatos, seguindo aquele esgotado estereótipo norte-americano de “tira babaca”. As piadas perdem a graça. É praticamente outro tipo de humor (um bem pior). E a atuação afetada de Mintz em nada ajuda nesse aspecto.

Mas isso não faz de Superbad – É Hoje um filme ruim. É apenas um contra em meio a tantos prós. A forma natural e sutil com que o diretor Greg Mottola (do bom Férias Frustradas de Verão) trata a  relação de amizade entre a dupla protagonista e o timing cômco desta superam esses pequenos problemas . Não é o filme ideal para se assistir com a namorada. Os amigos seriam a melhor escolha. Nem que seja para, ao final do filme, trocar o “eu te considero para caramba” por um “eu te amo” – mas sem muito contato físico, é claro.

5 comentários:

Tiago Britto disse...

Eu gostei desse filme. Não achei ele tudo isso que dizem, mas acho que pode ter sido do Michael Cera, pois não suporto esse cara. Não tem um filme dele que eu goste. Não gostei de Rebelde com Causa, Não gostei de Juno, Não gostei de Ano Um, Não gostei de Scott Pilgrim...kkk e por aí vai!

Bruno Cunha disse...

Tem a sua graça teen e geek.
Frank and Hall's Stuff

Kamila disse...

Este filme retoma aquela vibe "Almôndegas", "Férias do Barulho" e "Porky's" das comédias adolescentes dos anos 80 e eu gosto disso. Um filme cheio de cenas bizarras, mas que tem sensibilidade. :)

Plutonauta disse...

Acho que os filmes dos anos 80 citados no comentário anterior pela Kanila jamais serão superados ...... só copiados com qualidade inferior.

Dos últimos três posts infelizmente não vi nenhum filme .... mas acho que "Um Lugar Qualquer" e "Amor sem escalas" provavelmente me agraria vê-los !!!!!!!

Guiherme disse...

Pela sinopse, histórico dos atores e pela capa o filme pode parecer uma grande bobagem, mas vale a pena assistir, é bem engraçado. Claro que deve agradar bem mais aos adolescentes, mas de qualquer filme é um título que me surpreendeu e realmente me diverti.

http://acervodocinema.blogspot.com
http://memoriadasetimaarte.blogspot.com

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